quarta-feira, 26 de abril de 2017

O sentido do 25 de abril

«(...) dispensamos aventuras sem regresso!» - Marcelo no discurso do quadragésimo terceiro aniversário do 25 de Abril.
Aplaudido por todo o hemiciclo, o Presidente disse, ainda, que "Portugal não é um país perfeito" como forma de sublinhar o muito que falta fazer, a nível do poder político e de outros [julgo que se referia ao poder judicial], mas também elogiou o país pelo facto de, há séculos, ser um belo exemplo de tolerância, assimilação, integração das gentes e credos de todo o mundo.
Reiterou [lembrando a importância do próximo acto eleitoral] que "o poder local é o fusível da segurança da democracia"; exortou os portugueses a prosseguir com a construção da democracia,  procurar um maior crescimento económico e melhor distribuição da riqueza; mais à frente, que "devemos ser fiéis á nossa língua"... e, no final, à semelhança do que havia feito no discurso da tomada de posse, reafirmou "Nós orgulhamo-nos de Portugal!"

O discurso do Presidente reportou-me ao próprio dia, que vivi na capital, e gostei do que ouvi. Claro que são palavras, mas também é preciso lembrar que a palavra importa e deve ser dita nas devidas ocasiões, como foi o caso.
Devo referir também que foi relevantíssima a homenagem do Parlamento a Zeca Afonso: um enorme significado para a liberdade nas Artes e na Vida em geral, que é o que o homenageado sempre defendeu e praticou!
 

1 comentário:

  1. Petrus,
    grata pela inspiração que ficou por lá! Tens alma de poeta! Também eu simpatizo com Marcelo, com o seu lado optimista e conciliador, de ânimo e coragem!Faz falta mais homens assim! Sem ter em conta a cor partidária, o que interessa são as ideias, e saber colocá-las em prática! Respeito e perfil para o que foi destinado!
    A Liberdade é fundamental à vida, contudo, há muita falta de liberdade nas famílias, nos trabalhos, nos empregos... os homens, se não existisse lei e punição, seriam autênticos animais selvagens!
    Zeca é uma referência importantíssima de Abril!

    Beijinho, Petrus!

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